sábado, 23 de maio de 2009

Mário Quintana


Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer a outra, é bobagem... Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela... Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável... Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples... Um dia percebemos que o comum não nos atrai... Um dia descobrimos que ser classificados como o “bonzinho” não é bom... Um dia percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você... Um dia saberemos a importância da frase: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...” Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém mas não damos valor a isso... Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai é tarde demais... Enfim...Um dia percebemos que apesar de viver quase 100 anos, esse tempo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo que tem que ser dito... O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas em nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras... Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mario Quintana

terça-feira, 10 de março de 2009

Frases feitas...

Há imensas frases e citações que muitas vezes desconhecemos o autor ou mesmo a frase em si... Sei que não é original, mas achei que interessante começar a juntá-las num só espaço... aqui, no meu blog. Frases de amor, frases de amizade... Frases de ânimo, frases de ajuda, frases de conforto... Frases engraçadas mas que têm a sua moral... Frases e frases...
"Amar é encontrar na felicidade de outrem a própria felicidade" - Gottfried Leibnitz

"As mais belas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar" - Leonardo da Vinci

"O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar" - Charles Chaplin

"Faz a tua ausência para que alguém sinta a sua falta, mas não prolongue demais para que esse alguém não sinta que pode viver ser você" - Flora Cavalcanti

"Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol" - Pablo Picasso

"Faça seus dias valerem as lembranças" - Bill Milton

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de errar" - Willian Sheakespeare

"No mar da vida há ondas fortes (que eu chamo de momentos), não devemo afundar, porque quando elas passam tudo se ilumina, tudo se transforma" - Fatyly

"A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos" - Norman Cuisino

"Estou sempre disposto a aprender, mas nem sempre gosto que me ensinem..." - Winston Churchill

"Daqui a 5 anos você estará bem próximo de ser a mesma pessoa que é hoje, excepto por duas coisas: os livros que ler e as pessoas de quem se aproximar" - Charles Jones

"Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos" - Martin Luther King

"Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas" - Johann W. Von Goethe

"Saber não basta,...Desejar não basta, devemos fazer" - Johann W. von Goethe

"Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma" - Chico Buarque

"Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas" - Luis Fernando Veríssimo

"Esqueça-me como te esqueço, assim nunca me esquecerás" - Edina Hermsdorff Pereira (minha mãe)

"Ocupar um lugar no coração de alguém é nunca estar só" - Alejandro Pérez


"A síntese é o espírito da coisa" - William Shakespeare

"Os amigos verdadeiros são aqueles que vêm compartilhar a nossa felicidade quando os chamamos, e a nossa desgraça sem serem chamados" - Demetrio de Falera

"A medida de amar é amar sem medida" - Santo Agostinho

"Sejamos realistas, exijamos o impossível!" - Desconhecido

"A única anormalidade é a incapacidade de amar" - Anaïs Nin

"Te amo não só por que você é, mas por quem sou quando estamos juntos" - Desconhecido

"Saudade, sete letras que choram. Paciência,nove letras que esperam" - Desconhecido

"No fim tudo dá certo. Se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim" - Desconhecido

"Nada vale mais do que hoje" - Johann W. Von Goethe

"Para cada minuto que você se aborrece você perde sessenta segundos de felicidade" - Ralph Waldo Emerson

"O coração tem razões que a própria razão desconhece" - Blaise Pascal

"É preciso muito tempo para se tornar jovem" - Pablo Picasso

"Sabemos o que somos, mas não o que podemos ser" - Willian Shakespeare

"Só quem se arrisca a ir longe demais descobre o quão longe se pode ir" - T.S. Eliot

"Não tenho certeza de nada, mas a visão das estrelas me faz sonhar" - Vincent Van Gogh

"As paixões são como ventanias que inflam as velas dos navios" - François M.A. Voltaire

"Um sorriso é uma linha curva que faz com que tudo se endireite" - Desconhecido

"Procure me amar quando eu menos merecer, porque é quando mais preciso" - Provérbio sueco

"Quem nunca errou nunca experimentou nada novo" - Albert Einstein

"Viva pelo prazer! Nada envelhece tão bem quanto a felicidade" - Oscar Wilde

"O maior prazer de um homem inteligente é armar-se em idiota diante de um idiota que se arma em inteligente" (Desconhecido)

"A coragem real é mais paciente que audaciosa..." - Sénancour, Étienne

"O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência." - Henry Ford

Diferentes, engraçadas, com ou sem uma moral:
"Quando olhares para o céu e não vires mais estrelas... Se liga! Já manheceu! - (Desconhecido)

"Se alguém te olhar como eu, não é alguém, sou eu!" - (Desconhecido)

"Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é só bunda" - Rita Lee

"Justo quando a lagarta achava que o mundo tinha acabado, ela virou uma borboleta" - (Desconhecido)
"O amor é cego...Se o amor é cego o jeito é apalpar" - (Desconhecido)

"O beijo é a maior prova de que duas cabeças funcionam melhor do que uma" - Albert Einstein

"Renda-se à tentação. Ela pode não passar por você de novo" - R. Heinlein

"Se você for me desculpar é melhor se apressar. A vida não dura para sempre" - Murasaki Shikibu

"As coisas não mudam, nós é que mudamos" - Henry Thoreau


"A vida é muito importante para ser levada a sério" - Oscar Wilde

"Hoje em dia o fim do mundo não assusta mais que o fim do mês" - (Desconhecido)

Uma das minhas frases:
O sonho não se escolhe, sonha-se. A amizade não se compra, cativa-se. A beleza não se faz, simplesmente existe. O amor não se escolhe, não se compra, não se faz... Acontece quando menos se espera, cativa um sorriso, existe num olhar... sem nos deixar escolha faz-nos sonhar e rouba-nos tudo que nasce no coração...
O impossivel só é impossivel porque existe o possível! E enquanto existir possíbilidade, haverá esperança... - Etiene H.P.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Pessoas...


Sem ter muito trabalho, hoje resolvi escrever o que ando a pensar a respeito de pessoas...
Pessoas são sempre complicadas.
Pessoas nunca estão satisfeitas com o que têm, querem sempre mais e o mais nunca é suficiente.
Pessoas vêm e vão, por vezes vão e voltam e outras vezes nunca voltam...
Pessoas magoam-se, por vezes perdoam, outras vezes nunca esquecem...
Pessoas são falsas e verdadeiras... isto é bem complexo. Há pessoas que fazem muito sofrer alguém devido ao seu egoísmo, à sua frieza, à sua covardia... fazem-se amigas, fazem-se amantes, fazem-se companheiras e cúmplices mas na hora de ser amigo, de ser amante, de ser companheiro ou cúmplice agem como se fossem apenas meros conhecidos ou nem isso... Deixam sofrer sem o mínimo de consideração e compaixão, ignoram a existência para que não sejam afectados, para que sua vidinha medíocre não mude, para não ter que se ver envolvido num problema que talvez até seja seu mas o egoísmo e covardia são demasiados para assumir... Passam-se dias, passam-se meses e passam-se anos... a maré baixa, os problemas desaparecem, aí voltam, voltam calminhos, sorrateiros como os gatos... bichos traiçoeiros que são... Como há pessoas que perdoam e esquecem, tudo volta a ser como antes... a amizade, o amor, o companheirismo e a cumplicidade... e ao menor problema, lá se vai a amizade novamente...
O mesmo não acontece com as pessoas que não esquecem, podem até desculpar, mas perdão de verdade não conseguem dar... volta-se a falar mas sempre com receio... então como pode voltar a amizade? Não volta... quem não esquece não aguenta muito tempo calado, não aguenta muito tempo o fingimento e a ousadia... A pessoa enganada fica sempre com um grito na garganta, palavras engasgadas que a qualquer momento terão que sair... as palavras não ditas transformam-se em rancor, demasiado tempo guardadas... e quando saem podem ferir, fere muito mais quem as diz do que a quem são proferidas, uma verdadeira amizade sobreviveria mas com pessoas falsas seria impossível... as palavras são facas de dois gumes...
Pessoas mentem, deturpam, destorcem para conseguir seus objectivos...
Pessoas querem pessoas, pessoas querem dinheiro, pessoas querem poder...
Pessoas matam, pessoas violam... não apenas fisicamente, mas também sonhos e esperanças...
Pessoas sobem sem olhar a quem fazem de degraus, nunca pensando que quanto mais alto maior o tombo...
A mentira... a mentira está sempre lá no meio destas pessoas. Pessoas que querem pessoas, tornam-as seus objectivos independentemente de quais sejam os meios para as conseguir. Pessoas querem pessoas que sejam de outras pessoas, mesmo que já tenham uma pessoa... mais uma vez magoando, porque um dia a verdade sempre aparece. A mentira tem pernas curtas...
A violência... o sentimento de posse pode ser uma das causas... a clausura, o abuso, a obsessão... será instinto? Será falta de carácter? Será educação? Será da sociedade? Respostas que talvez morrerei tentado obter...
Pessoas boas e más... pessoas boas ainda existem, embora o mundo hoje se tenha transformado numa verdadeira selva onde é cada um por si, olho por olho, dente por dente...
Pessoas que amam e fazem o bem sem olhar a quem... Pessoas que se esquecem de si mesmas para fazer o bem a outras... muitas vezes sem reconhecimento algum... grandes pessoas essas...
Pessoas democráticas e pessoas ditadoras.
Pessoas simples e pessoas complicadas. Pessoas simples para quem tudo está bom, quanto mais simples melhor... Pessoas complicadas para quem tem sempre algo a melhorar, falta sempre alguma coisa, tudo é complicado e difícil...
Pessoas broncas e pessoas finas... Há os broncos de verdade e os broncos para os metidos a finos. Há os finos de verdade e os broncos metidos a finos...
Pessoas brancas, negras, amarelas... todas iguais por dentro...
Pessoas que nascem para a guerra e pessoas que morrem pela paz...
Pessoas, pessoas e pessoas... são todas humanas, falíveis, feitas de carne e osso, alma e espírito... pensam, sentem, sofrem e fazem sofrer... pessoas...
De onde vêm e para onde vão?? Pessoas...
O que são e o que serão? Pessoas...
Quando nasceram quando morrerão? Pessoas...
Serão sempre pessoas enquanto o mundo for mundo, imperfeitas num mundo perfeito... uma natureza impefeita a destruir a natureza perfeita...
É isso que penso das pessoas...
Eu também sou pessoa...
Em qual desses tipos de pessoas encaixo-me?
Ainda ei de descobrir... hoje num, amanhã noutro, afinal sou e serei sempre uma pessoa... e pessoas podem mudar, pessoas mudam... pessoas podem ser uma metamorfose ambulante...
Eu prefiro ser...

terça-feira, 3 de março de 2009

Sheakepeare...


Engraçado como há coisas que nos fazem pensar... 
Não precisa ser de escritores famosos, podem ser apenas frases soltas ditas por alguém, um desconhecido, um amigo... 
Recebi hoje um e-mail cujo tíulo é "Sheakespeare", achei lindo e passo a citar:
 
 
 
"Depois de algum tempo você percebe a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo, você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não te ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.


Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais."

Tantas coisas que aprendemos, ou podíamos aprender nesta vida... se abríssemos os olhos e preocupássemos menos com as coisas pequeninas...
Principalmente que a sabedoria não é um previlégio de todos, mas sim de todos aqueles que a buscam, não nos livros, mas nas lições que a vida nos dá todos os dias...
Viver... um dia de cada vez, mas sempre como se fosse o último...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Saudade da Infância...




"Ai que saudade que tenho da minha infância querida, da aurora da minha vida que os anos não trazem mais..."




Saudade do tempo em que minha única preocupação era "do que vou brincar hoje?"...

Lembro-me tão bem dos dias que passava na casa da minha avó... subindo em árvores, chupando mangas, contruindo cabaninhas! Grande parte delas eram construídas no galinheiro... o galinheiro era enorme e tínhamos espaço à vontade... as galinhas nunca foram problemas para nós, embora nós provavelmente seríamos para elas...

Triste hoje em dia crianças que passam a vida em frente uma tv ou um pc... que falta de imaginação! Mais triste ainda pais que não deixam as crianças andarem descalço, correr, sujar-se, subir em árvores e brincar no galinheiro...

Nossas cabaninhas tinham tudo: armários, lugar para sentar, panelas e formas para bolos (estas eram as latas de marmelada)... fazíamos comida de verdade! Muitas vezes comíamos muito melhor aquelas comidas enfumaçadas feitas por nós num fogãozinho improvisado a lenha do que em casa à hora do almoço... fazíamos bolos, arroz, batata frita... tanta coisa! Engraçado que tirávamos as coisas da dispensa da minha avó e pensávamos que ela não via... ai ai! Ela sabia cada bocadinho de sal que de lá tirávamos, mas nunca quis pronunciar-se, tirar de nós a fantasia que podíamos fazer o que queríamos... Num dia de chuva com muita lama no galinheiro queríamos ir para lá brincar e minha avó não deixou, disse que ficaríamos doente se andássemos naquela lama, então nós, cabecinhas pensadoras, corrermos a um cômodo onde meu avô guardava o material de pesca e calçamos umas botas que ele tinha lá, daquelas de borracha... assim minha avó já não tinha desculpas e passamos o dia lá, no galinheiro...

Brincar na rua... pique-alto, bóia, pique-esconde, rouba-bandeira... polícia e ladrão, changeman, She-Ha e He Man... tanta coisa! Nem me lembro o que passava na Tv aquela época... tínhamos imaginação...

Também tínhamos um clubinho cuja sede era numa casa em construção que meu avô não terminara, lá no mesmo quintal... fazíamos peças de teatro, festas, levávamos aquilo mesmo a sério! Tinhamos até um escritório... tanto papel que nem sei de onde vinham! Uma vez fizemos uma festa para o dia das mães... Convidamos todas as mães vizinhas da minha avó para a festa! E adivinhem: elas foram!! Era numa parte do quintal que nos mesmos limpamos e arrumamos... fizemos bancadas, uma parte para nos trocarmos... uma prima mais velha fez um bolo, fizemos salada de fruta (fruta é o que não faltava no quintal da minha avó)... lembro com perfeição da festa, do teatro que sozinhos ensaiamos, até lembrançinhas distribuimos... elas só não gostaram de um efeito especial: tinha uma árvore daquelas com as folhas muito pequeninas e nós amarramos uma corda num galho e balançamos para fazer cair as folhas secas!!! Só criança mesmo!

Muitas festas aconteceram, mesmo que fossem só para as crianças vizinhas com quem brincávamos... nós, tenho falado em nós mas até agora só há como indentificar-me a mim! Nós éramos eu, minha irmã mais nova, uma vizinha da minha avó 1 ano mais nova que eu e seu irmão da idade da minha irmã e uma prima de segundo grau mais velha que eu 1 ano... às vezes também brigávamos com estas mesmas vizinhas que muitas vezes até eram maiores que nós e corríamos para a casa... quando brigávamos as xingávamos lá do quintal, de cima da árvore, quando fazíamos as pazes íamos brincar na rua... coisas de criança...

Fazíamos coisas para vender também... no clubinho vendíamos salada de fruta nas festas, mas era sempre fiado e ninguém pagava! A mãe da minha prima era costureira e ela sabia costurar um pouquinho, fazíamos rabicós para prender o cabelo com os retalhos, fazíamos tapetes daqueles feitos com retalhos e saco, fazíamos pulseiras de fios de telefone, aqueles coloridos que de vez em quando encontrávamos perto de um poste onde alguém estivera consertando as linhas... Montamos uma bancada na varanda, sempre na casa da minha avó, e ficávamos à espera que uma boa alma passasse e comprasse. Um dia vendemos um tapete para uma vizinha... fomos logo comprar chup-chup com o dinheiro... Num sábado, dia de feira na cidade, saímos sem ninguém saber e fomos para a feira para vender nossas coisas... levamos uma caixa de papelão como bancada e lá montamos nossa banca! Era longe... viemos para casa sem vender nada, mas contentes... contentes por termos tido aquela aventura...

Meu tio, que tem uma deficiência, juntava latas e alumínio para vender... começamos a juntar também. Engraçado que éramos crianças honestas, ficávamos admiradas de tanta lata que meu tio juntava e nós não conseguíamos juntar nem metade, mas nunca lhe tirávamos nem uma... num dia que juntamos um saco cheio saímos para vender, mas nem tínhamos idéia de onde... andamos distâncias enormes com aquele saco nas costas à procura de um lugar onde comprassem as latas. O alumínio sabíamos e fomos logo lá... mas nunca encontramos alguém para comprar as latas! Enfim, acabamos por voltar e despejar as latas junto com as do meu tio... e esquecemos o assunto. Nossa intenção era sempre a mesma: arranjar dinheiro para comprar chup-chup... era a D.ª Maria que vendia, havia de tudo mas os preferidos eram os de iogurte e côco... bons tempos aqueles... nem sei se a D.ª Maria ainda os faz...

Éramos crianças independentes, que não ficavam a espera da mesada dos pais para alguma coisa, mesmo porque não tínhamos mesada... se pedíssemos dinheiro logico que eles dariam, mas com certeza se pedíssemos todos os dias para comprar chup-chup não... então dávamos nosso jeito!

Na escola havia sempre uma disputa pelas maiores notas... nós nos preocupávamos em ter boas notas, dificilmente haviam crianças que reprovavam... líamos muito, pelo menos eu e minha irmã, levávamos todos os dias 2 livros da biblioteca (não levávamos mais porque não era permitido), o prazo de entrega eram 5 dias, nos entregávamos logo no dia seguinte para podermos levar mais... gostávamos de ler...
Brincávamos no recreio de menina pega menino, de bola, de boneca... implicávamos com os mais novos para eles correrem atras de nós...

Também tinha amigas da escola com quem brincava durante a semana, pois na casa da minha avó era só nas férias e fins de semana... fazíamos festinhas também e convidávamos muitas crianças do bairro, fazíamos aniversário de bonecas... principalmente das barbies das minhas amigas porque eu não tinha uma, na época eram muito caras (e quando tive já tinha passado a fase das barbies), estava sempre na casa delas para brincar pois elas tinham várias, colocavamos as roupinhas todas no meio e cada uma ia escolhendo as roupas que queria, tudo muito organizado! Fazíamos pic-nics nas pedras à volta do bairro, ainda me lembro das torradinhas e bolinhos de trigo que fazíamos... também tinha a escolinha, onde nós dávamos aulas para nossos irmãos, cujas faixas etárias eram as mesmas... quando faziam alguma coisa que considerávamos errado punhamos de castigo e tudo... no recreio tinha sempre sumo de folha de goiaba... expremíamos a folha com água e açúcar era chazinho de goiaba... provavelmente ficávamos com prisão de ventre por causa daquilo, mas não me lembro...
Época de desfile de 7 de Setembro íamos todas tocar na banda! Então agarrávamos nos taróis e íamos justo para os lugares mais altos, morros, para ensaiar, devíamos colocar o bairro todo maluco!

Bons tempos, bons tempos...

Depois fomos crescendo, entramos na adolescência... já não brincava na casa da minha avó, raramente ia lá, separei-me das amigas de escola que, embora estudando juntas ainda, tinham outras amizades e outros interesses. Fiz novas amizades na escola e na igreja... e esta passou a ser a minha turma. Turma que até hoje é o meu núcleo de amigos... mas essas aventuras ficam para uma próxima...

O que eu quis dizer com estas lembranças todas?
Que isso que é infância feliz, estimulada... onde as crianças pensam, imaginam, aprendem a se virar, a serem independentes... que não sou contra os jogos de computador, eu mesma sempre sonhei em ter um, mas ainda bem que não o tive porque tive a oportunidade de ter uma infância tão linda... mas que deve haver limites para estes jogos, uma hora por dia ou só aos fins de semana por pouco tempo ou em dias de chuva...
Devemos dar oportunidade aos nossos filhos de conhecer a vida fora de uma tela... a vida real! As crianças se tornam mais felizes, saudáveis, menos agressivas... porque a maioria dos jogos são de luta e violência... sei lá, são tantas coisas...

Só sei que sonho e pretendo dar aos meus futuros filhos uma infância, não igual, mas parecida ou melhor que a que eu tive... e peço a Deus que me dê condições para isso, porque neste mundo de hoje é muito complicado ser mãe e pai... é mais fácil confiar esta tarefa à televisão como vemos muitos casos por aí... infelizmente.

E como o tempo passa, a infância só acontece uma vez, assim como todas as fases da vida e devemos aproveitá-la ao máximo... pois só se vive uma vez!

E ser criança é bom demais!!!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Só quem não me conhece...

Só quem não me conhece pode ser capaz de dizer que eu trago algum ódio no coração... O facto de relatar fatos que me desagradam e entristecem referentes ao Brasil não quer dizer que eu odeie o Brasil ou os brasileiros... 
Eu sou brasileira, nada vai mudar isso... minha família é brasileira e é lá que vive... O problema é que as pessoas não conseguem entender o que me leva muitas vezes a falar bem ou mal do Brasil... 
Talvez palavras escritas tenham este poder: quem lê dá o tom e a interpretação que lhes apetece... e muitas vezes estas interpretações vêm em forma de distorções da realidade que tentamos mostrar... Incrível como tanto se fala em liberdade de expressão e democracia na internet e quando expressamos a nossa opinião, o nosso pensamento somos logo repreendimos se não condiz com o que as pessoas querem ler ou ouvir... 
Alguém me perguntou porque eu não renuncio a minha nacionalidade... em primeiro lugar pensei na resposta e é simples: 1º porque se eu renuncio a minha nacionalidade agora fico apátrida, o que não me dá muito jeito... e em 2º lugar, apesar de estar desiludida com o Brasil, o Brasil é a minha pátria... e um filho não renega a sua mãe só porque está desiludido com ela... podem passar anos sem se falar, mas nunca deixarão de ser mãe e filho... 
O mais engraçado ainda é que as pessoas que me criticam, que dizem que o Brasil não está assim tão mal também são imigrantes, também sairam do Brasil para tentar uma vida melhor... agora lhes pergunto eu: se o Brasil esta assim tão bom, se as notícias ruins de violência, negligências médicas, policias que matam inocentes não os afecta, porque vocês não estão lá? 
Descobri que há muita gente que vê mas não quer aceitar...gente que gosta de tapar o sol com a peneira... amar não é aceitar tudo, não é ver os defeitos e se calar, falar também é preciso... soluções encontram-se com diálogo, falando sobre o problema... Nem que seja para a concientização... quem sabe falando conseguimos formar opiniões e estas opiniões possam fazer diferença no Planalto...

terça-feira, 15 de julho de 2008

Tristeza...

Cada dia pergunto-me mais até onde vai a criminalidade no Brasil... mas hoje, depois de ler mais uma notícia de morte por engano pela polícia me pergunto: até onde vai a polícia no Brasil?


"Brasil: polícia matou jovem por engano
Viatura policial, que circulava em contramão, bateu de frente com o carro em que seguia e agentes começaram de imediato a disparar."
 
Será que a criminalidade no Brasil já chegou a tal ponto que a polícia já não se preocupa em identificar os ocupantes de um veículo antes de fazer qualquer coisa?

Aliás, pelo que conheço da lei, a polícia só pode atirar se os bandidos atirarem primeiro...

Agora virou moda chegar atirando e matando inoscentes... é verdade que o trabalho da polícia não é fácil, ainda mais no Brasil... mas quem escolhe ser polícia deve estar ciente da profissão e seus riscos. Ser polícia assim é muito fácil, chegar mandando bala!

Eu fico cada dia mais revoltada quando falo na situação do Brasil e brasileiros defendem dizendo que eu só sei falar mal... mas como falar bem?

Dizem que a encomia do Brasil está em crescimento, que o Brasil tem petróleo para se abastecer e exportar mas continua importando, o Brasil é rico porque produz todo o tipo de alimento, mas a maioria é exportada e o povo tem que comprar o que é importado...

A economia tá crescendo.. mas o povo só vai diminuindo. Cada vez o custo de vida é mais alto, o salário mínimo é uma miséria e o pior é que de nada adianta aumentar... cada vez que aumenta as coisas sobem duas vezes mais...

O sistema de saúde é uma miséria... fiquei horrorizada com outra notícia que li:

"Número de bebés mortos no hospital do Pará sobe para 38
A descoberta de mais 12 corpos de bebés no hospital do estado brasileiro do Pará está a deixar a população em choque. É que o número de recém-nascidos que morreram naquela unidade de saúde nos últimos dias sobe agora para 38.Os cadáveres de 12 recém-nascidos foram hoje encontrados num frigorífico da maternidade de um hospital público brasileiro do Pará onde morreram em circunstâncias estranhas outros 26 bebés em dez dias."
 
Agora digam me, isso é normal? Será que isso já é normal? É nisto que se transformou o Brasil? Onde está o crescimento? Será que só os políticos vêem?
O povo está cada vez em piores condições... o mais engraçado é que em conversa com um amigo que ainda está lá ele disse: "o pior é que, nem o futebol que era o nosso orgulho está prestando... está tudo uma bela porcaria... é que já não temos mesmo qualquer motivo de orgulho..."

TRISTEZA... é só que eu sinto... é só o que eu tenho a dizer... desilusão...